Diferenças entre Psicólogo e Psiquiatra
Já falamos em outro post aqui no site sobre o que é a psicoterapia e alguns aspectos da psicologia, mas uma dúvida muito comum é:
Psicólogo e Psiquiatra são iguais?
Para uma resposta simples e direta: não. É isso, pode ir fazer outra leitura.
Agora, se você quer detalhes, permaneça aqui comigo:
Vamos começar com a minha profissão, o psicólogo.
No Brasil, para você atuar como psicólogo, é necessário ter uma graduação em psicologia e um cadastro profissional válido e ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP). Com essa graduação, o profissional de psicologia pode atuar em muitas áreas, como: Psicologia Clínica; Hospitalar; Social; Escolar; Jurídica; Organizacional ou até mesmo em áreas como Neuropsicologia ou Psicologia do Trânsito. Cada uma com suas particularidades.
Na parte clínica, o psicólogo pode oferecer atendimento terapêutico individual ou em grupo, em que esse profissional, amparado por uma fundamentação teórica, vai fornecer acolhimento, suporte e promover a saúde mental.
O psicólogo vai investigar os comportamentos e emoções, suas causas e o que os mantém. Podendo utilizar avaliações ou testes validados pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI) para uma investigação mais profunda ou até mesmo realizar diagnósticos psicológicos. Psicólogo não pode prescrever medicamentos. Geralmente possui uma atuação mais longa e/ou frequente, com sessões semanais ou quinzenais, dependendo do contexto.
O psiquiatra, no Brasil, precisa ser graduado em medicina (é um médico) e realizar uma especialização (residência) em psiquiatria.
O psiquiatra vai investigar mais pontualmente transtornos psiquiátricos, através de um olhar mais biológico e neurológico. Alguns dos campos de atuação são: Psiquiatria Clínica; Hospitalar e Forense.
O psiquiatra clínico vai realizar atendimentos semelhantes aos de um psicólogo, porém geralmente mais breves e focados diretamente no transtorno, sua sintomatologia, diagnóstico médico e os resultados de possíveis práticas ou medicações. Como o psiquiatra pode prescrever medicação, uma de suas funções é buscar tratar as alterações neuroquímicas do cérebro e/ou reduzir sintomas graves. Pode também pedir exames laboratoriais para complementar a prática e avaliação.
O acompanhamento tende a ser de longo prazo, porém com menos consultas. Pode variar dependendo do quadro. Quando tive um quadro de pânico (lá vem o exemplo anedótico), no começo o acompanhamento foi mensal e depois foi espaçando, até que, no fim, estava fazendo a cada seis meses.
O mais importante é que, quando falamos de saúde mental, ambas as práticas cumprem papéis diferentes e, quando necessário, se complementam. Seja qual for o tratamento que você procurar, muito provavelmente o profissional vai indicar a outra área, pois cada vez mais estamos entendendo que o tratamento em saúde é complexo e multidisciplinar.